segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

JÚLIU DAVID



207- JÚLIO DAVID
"SACERDOTE QUE ERIGIU POR
ALTAR A MEDICINA"
PENÍNSULA DE ITAPAGIPE, SALVADOR, BAHIA
IGREJA DO SENHOR DO BONFIM
EM DIA DE FESTA
*

Nasceu no  bairro de Itapagipe, em Salvador, aos 14 de fevereiro de 1837, sendo seus pais o engenheiro Eugênio David e Francisca Juliana dos Santos.
Nesta capital realizou os cursos primário e de preparatórios, ingressando na Faculdade de Medicina da Bahia, onde colou o grau de doutor em Medicina em 18 de dezembro de 1880, com vinte e dois anos de idade.
Concluido o curso médico, optou por ser o médicos dos pobres e o fez de tal modo que mereceu de Sá Menezes o seguinte elogio: “Foi Júlio David, nesta cidade do Salvador, e particularmente no arrabalde de Itapagipe, onde se constituiu legítimo guardião dos que sofriam as penas da doença, o médico desinteressado e solícito , pontual e extremoso, competente e vigilante, incansável e intimorato. Não conhecia a fadiga, o comodismo, as conveniências. Antes se atirava, pronto e resoluto, à luta sem tréguas em que se consumiu  e elevou”.
Em 1910 foi nomeado inspetor sanitário da Penha e Pirajá.
Antes de ser instalado o serviço de Pronto Socorro em Salvador, foi Júlio David quem punha-se de prontidão em sua casa, à disposição de todos quantos necessitam de um atendimento de urgência.
Eustíquio Maia, rezando a oração de despedida à beira do túmulo de Júlio David, afirmou, em pungente oração: “No desempenho de sua arte, no sacerdócio de sua medicina, a qualquer chamado, quer de dia, quer de noite, não sabia responder com o não.  Era um gosto vê-lo, por todas as ruas, becos e vielas, apressado, sôfrego, suarento, atendendo a qualquer chamado, sem querer saber da posição do indivíduo e nem tão pouco das suas condições pecuniárias. Desinteressadamente,lá se ia ele, diligente e pressuroso, sem medir a recompensa, apenas levado pelo interesse de aliviar o sofrimento dos que precisavam do socorro da ciência, que ele com tanto fervor abraçava e afetuosamente os distribuía” (Ibidem).
A  bolsa de Júlio David estava sempre aberta para proteger os pobres e desvalidos, os quais recebiam do grande médico e filantropo, a qualquer hora, o exame clínico, o diagnóstico, a receita e o dinheiro para aviá-la.
“Júlio Divid foi o sacerdote que erigiu por altar-mor da medicina – seu Templo sagrado – a península de Itapagipe, onde nasceu, viveu e morreu pobre” (Sá Menezes, obra citada).
Faleceu em sua residência, na cidade do Salvador, no Porto dos Tainheiros, número 49, hoje denominada Avenida Mem de Sá, no dia 15 de dezembro de 1921.
FONTES DIPLOMÁTICAS:
1.       Fundação  Gregório  de Matos. Júlio David. Disponível em http://www.  Cultura.salvador.ba.gov.br/sítios-bus-juliodavid.php.    Acesso  em 8 de      Outubro de 2009.
2.       Sá Oliveira, Eduardo de – Memória Histórica da Faculdade de Medicina da Bahia, concernente ao ano de 1942. Salvador, 1992.
                                                                    

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